Cruz e Sousa: o simbolista abolicionista.

19.08.2019

 

João de Cruz e Sousa foi um poeta catarinense, maior nome do simbolismo brasileiro, negro, alforriado, e rodeado por fortes teorias racistas.

 

Seu incrível talento o elevou ao cânone da literatura brasileira, porém a cor de sua pele cobrou um preço caro ao longo de sua vida. Foi acusado acusado de ter-se omitido quanto a questões referentes à condição negra. Mesmo tendo sido filho de escravos e recebido a alcunha de "Cisne Negro", o poeta João da Cruz e Sousa não conseguiu escapar das acusações de indiferença pela causa abolicionista.

 

A acusação, porém, não procede, pois, apesar de a poesia social não fazer parte do projeto poético do simbolismo nem de seu projeto particular, o autor, em alguns poemas, retratou metaforicamente a condição do escravo. Cruz e Sousa militou, sim, contra a escravidão. Tanto da forma mais corriqueira, fundando jornais e proferindo palestras por exemplo, participando, curiosamente, da campanha antiescravagista promovida pela sociedade carnavalesca Diabo a quatro, quanto nos seus textos abolicionistas, demonstrando desgosto com a condução do movimento pela família imperial.

 

Apesar da forte presença de temática abolicionista, escrevendo como uma espécie de porta voz da coletividade negra, lhe foi retirada a militância. Hoje, conhecemos o poeta Cruz e Sousa como um mestre do simbolismo, quase um Rimbaud brasileiro, brincando entre cores e sons, mas negamos a herança de luta que este protagonizou no sul do Brasil.

 

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1.» A Poesia Interminável, de João da Cruz e Sousa

2.» Broquéis, de João da Cruz e Sousa

3.» Faróis, de João da Cruz e Sousa

4.» Missal, de João da Cruz e Sousa

5.» O Livro Derradeiro, de João da Cruz e Sousa

6.» Poemas Humorísticos e Irônicos, de João da Cruz e Sousa

7.» Últimos Sonetos, de João da Cruz e Sousa

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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