Cancioneiro Geral: leia a coletânea de poesia do século XVI

02.07.2019

 

Publicado em 1516, o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende é uma compilação de poesia palaciana que inclui obras do século XV e XVI. Escritos em português e castelhano, versam sobre diversos temas, sendo a primeira coletânea de poesia impressa em Portugal, e principal repositório de da poesia portuguesa da época.

 

O Cancioneiro segue o modelo das compilações de poemas castalhanos realizados anteriormente (Cancioneiro de Baena e Cancioneiro Geral de Hernando del Castilho), porém diferentes destes, os quase mil poemas de 286 autores não seguem uma organização temática.

 

Dentre os poemas, todos organizados e dedicados ao príncipe João, futuro João III de Portugal, apresentam-se poemas religiosos, amorosos, elegíacos, além de tentativas de concepção da temática épica.

 

Após a Cantiga, o Verso

 

Diferente do que até então acontecia ao longo do período trovadoresco, quando os poemas se davam por cantigas não registradas pela escrita, a Poesia Palaciana é destinada à leitura, de forma que a própria linguagem é responsável pelo ritmo e expressividade, com palavras organizadas em versos e estrofes.

 Ilustração presente no Cancioneiro Geral

 

Como o próprio nome já sugere, a Poesia Palaciana surge no ambiente dos palácio, destinada ao público nobre, por vezes trazendo consigo uma boa representação dos costumes desse grupo.

 

Marcada por ambiguidades, conotações, aliterações e jogos de palavras, esse tipo de poesia não foi tão popular em sua época. Com o predomínio de redondilhas (menores e maiores), abordava a temática religiosa, satírica, didática, heroica e lírica.

 Representação de Trovadores

 

Quanto ao lirismo amoroso, a influência trovadoresca somada à ascensão de Petrarca promove a idealização da mulher, inatingível, cuja sensualidade, reprimida pelos trovadores, agora é frequente.

 

Leia o Cancioneiro Geral

 

Abaixo, dois links para a leitura da obra compilada por Garcia de Resende.

 

Cancioneiro Geral, volume 1. – Página da UFSCAR destinada à literatura portuguesa. Aqui você confere toda a obra digitada.

 

Cancioneiro Geral: Cum preuilegio – Link para a página da Biblioteca Pública de Boston, com acesso à obra original digitalizada.

 

leia mais obras no nosso ACERVO.

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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