Jornada I: William Burroughs

13.05.2020

 

Entre 1348 e 1353, o escritor italiano Giovanni Boccaccio escrevia sua maior obra, o Decameron (do grego “deca hemeron”, ou seja “dez jornadas”), uma coletânea de cem novelas narradas por um grupo de jovens que se abrigavam em uma montanha da Florença, fugindo da peste negra. Suas histórias orbitam o amor, o erótico, o sagaz, o moral e até mesmo o trágico.

 O autor toscano Giovanni Boccaccio

 

Baseado na obra do escritor toscano, e com temperos de pandemia moderna, inicio hoje minha própria jornada.

 

Jornada será um espaço de compartilhamento de narrativas, publicado no Coletivo Terceira Margem e republicado no presente espaço,  que me ajudarão, e por que não aos senhores leitores também, nesse difícil processo de travessia crítica que vivemos. A cada post me valerei de um autor diferente para expressar um pouco de nossas próprias descobertas, medos, exaltações e confusos durante o isolamento.

 William Burroughs

 

Hoje, o trecho escolhido pertence ao livro “O gato por dentro”, de Williams Burroughs. A obra apresenta todo o processo de convívio do autor com seus gatos, e como essa relação pôs Burroughs em contato consigo mesmo.

Dedico esse pequeno excerto aos amantes de animais, em geral.  

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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