10 livros gratuitos para conhecer a literatura Latino-Americana

30.07.2019

 

Um dos grandes questionamentos que me faço sobre literatura e seu consumo no Brasil é quanto ao pequeno contato que os leitores tupiniquins têm de obras latino-americanas.

Não que não haja leitores interessados nas obras de nossos hermanos, porém é perceptível que, para a grande maioria dos devoradores de livros, as obras latino-americanas são bem menos consumidas que àquelas americanas, inglesas, francesas ou italianas.

Assim sendo, trazemos uma lista de alguns livros e autores importantes para a literatura latino americana. Muita coisa ficou de fora, visto a diversidade e riqueza que essa literatura carrega consigo, mas acreditamos que estes livros (originalmente listados pelo site “Farofa Filosófica") representam uma bela introdução ao universo literário latino-americano, sendo obras de grande importância e disponíveis para download (aproveitem!).

 

 

1. Confesso que vivi – Pablo Neruda

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Publicado em 1975 “Confesso que vivi” é um livro autobiográfico de Pablo Neruda, pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto (1904 – 1973). No livro, Neruda aborda os caminhos e descaminhos de sua vida, recorrendo a uma prosa salpicada de imagens poéticas que prende facilmente a atenção do leitor. A obra divide-se em diversos capítulos correspondentes as tantas fases da vida do poeta. As últimas páginas do último capítulo foram escritas no curto intervalo de tempo, de apenas doze dias, entre o golpe de Estado de 11 de setembro e a morte de Neruda em 23 do mesmo mês. Nessas linhas, o poeta fala de forma amargurada das esperanças derrubadas pela violência dos militares e das memórias do seu amigo Salvador Allende.

 

 

 

2. O amor nos tempos do Cólera – Gabriel García Marquez

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Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio Garciá se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse. Essa é a história real dos pais de Gabriel García Márquez e foi ponto de partida de ‘O amor nos tempos do cólera’, que acompanha a paixão do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por Fermina Daza.

 

 

 

3. Sobre Heróis e Tumbas – Ernesto Sabato

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O livro que consagrou Ernesto Sabato como um dos grandes romancistas do século XX, é um concerto magistral de vozes narrativas que se desenvolvem em três linhas temáticas… Retratada magistralmente por Sabato, a Buenos Aires dos anos 50 surge fascinante e cruel, com a geografia singular de seus bairros e bares, a polifonia de seus sotaques, a “grãfinagem” cosmopolita e os operários peronistas, a gigantesca rede de esgotos por onde se esvaíram os sonhos dos imigrantes.

 

 

 

4. O arco e a lira – Octávio Paz

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O arco e a lira (1956), de Octavio Paz, Prêmio Nobel de Literatura em 1990, é um relato a um só tempo rigoroso e apaixonado das possibilidades da linguagem e da imaginação. Paz esmiúça cada aspecto do fazer poético com argumentação original e exemplos de rara erudição, o que resulta num livro inspirado e inspirador, que escapa dos limites acadêmicos…

 

 

 

 

5. O livro dos abraços – Eduardo Galeano

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Tratar a memória como coisa viva, bicho inquieto: assim faz Eduardo Galeano quando escreve. Sua memória pessoal e a nossa memória coletiva, da América. Quando escreve, ele mostra que a história pode – e deve – ser contada a partir de pequenos momentos, aqueles que sacodem a alma da gente sem a grandiloquência dos heroísmos de gelo, mas com a grandeza da vida. Assim é “O livro dos abraços”. Em suas andanças incessantes de caçador de histórias. Galeano vai ouvindo de tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida.

 

 

 

6. Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez

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Em ‘Cem anos de solidão’, Gabriel García Marquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca conhecida. Atualmente a obra foi considerada uma das obras mais importantes da literatura latino-americana, com a peculiaridade de ser umas das mais lidas e traduzidas de todo o mundo. Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em março de 2007, Cem Anos de Solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha.

 

 

 

7. A trégua – Mário Benedetti

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Romance mais importante de um dos maiores escritores latino-americanos dos últimos 50 anos questiona a felicidade e os relacionamentos humanos. Publicado em 1960, A Trégua é o mais famoso romance de Mario Benedetti e uma das obras mais importantes da literatura latino-americana contemporânea. Escrito em formato de diário e com fina ironia, o livro conta a história de Martín Santomé, um “homem maduro, de muita bondade, meio apagado, mas inteligente”…

 

 

 

 

8. Putas Assassinas – Roberto Bolaño

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Roberto Bolaño não tem a mínima preocupação com os gêneros tradicionais. Simplesmente convida o leitor a acompanhá-lo em histórias que muitas vezes parecem memórias de juventude ou lembranças de viagem. De repente, estamos enredados na ficção, quando não na rememoração de um sonho, e não de um simples evento biográfico. Fica fácil entender por que o escritor chileno já era considerado um dos principais renovadores da literatura latino-americana, quando morreu prematuramente, aos 50 anos, em 2003.

 

 

 

9. Pedro Paramo – Juan Rulfo

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A obra é considerada um dos melhores e mais influentes romances da literatura hispano-americana, tendo recebido elogios de escritores como Jorge Luís Borges, Gabriel García Márquez e Octavio Paz. Apesar dos críticos terem reconhecido prontamente as qualidades do livro, que recebeu o Prêmio Xavier Villaurrutia daquele ano, a recepção do público foi fraca: dos 2000 exemplares da primeira edição, apenas 1000 foram vendidos. A trama se passa na cidade de Comala, no estado de Colima (México). A época não é explicitada precisamente, mas há indicações de ser contemporânea à Revolução Mexicana e à Guerra Cristera. Alguns membros da família de Rulfo foram vítimas da violência revolucionária cujo epicentro foi seu estado natal de Jalisco, e assim seus escritos frequentemente remetem a ela…

 

 

 

10. Ficções – Jorge Luis Borges

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Ficções reúne os contos publicados por Borges em 1941 sob o título de O jardim de veredas que se bifurcam (com exceção de “A aproximação a Almotásim”, incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de Artifícios. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjecturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito.

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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