Blá blá blá (1968)

21.07.2019

 

O sentido do poder e da palavra em crise situam o homem que os manipula numa idêntica crise pessoal, humana. A farsa do discurso de intenção humanista é total e absoluta. Um ditador num momento de uma grave crise nacional, institucional, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, na busca de uma paz ilusória, faz um longo pronunciamento pela televisão. Mas a realidade impõe-se à sua ficção e o controle da situação escapa-lhe das mãos. Sobra-lhe uma patética confissão antes de ser tirado do ar.
 

 

Ficha de Informações do Filme

Título: Bla Bla Bla...

Duração: 26 min e 0 seg.

Ano: 1968

Cidade: São Paulo

UF(s): SP

País: Brasil

Gênero: Ficção

Subgênero: Suspense

Cor: PB

 

Ficha Técnica

Direção: Andrea Tonacci

Roteiro: Andrea Tonacci

Elenco: Paulo Gracindo, Nelson Xavier, Irma Alvarez

Produção Executiva: Andrea Tonacci

Direção de Produção: Andrea Tonacci

Direção de Arte: Andrea Tonacci

Figurino: Andrea Tonacci

Técnico de Som Direto: Geraldo Veloso

Sound Designer: Geraldo Veloso

 

Descrições das Trilhas:

TRILHA MUSICAL ORIGINAL Flavia Calabi

 

Dados Técnicos

Suporte de Captação: 35mm

Janela de projeção de película: 1:1.33

 

Prêmios:

-Prêmio Oficial do Júri: Melhor filme de Curta Metragem - Brasília

-Prêmio Oficial do Júri: Melhor Ator - Paulo Gracindo - B.Horizonte

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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