• Luiz Pierotti

Acervo disponibiliza mais de 22 mil fotos digitalizadas do mundo árabe.


A fundação Árabe de Imagem, criada no Líbano em 1887, tem como objetivo pesquisar e preservar imagens fotográficas do Oriente Médio, Norte da África e da chamada “diáspora árabe”, processo de migração desta comunidade para diversos outros países, entre eles o Brasil.

Coletadas em missões de pesquisa no Líbano, Síria, Palestina, Jordânia, Egito. Marrocos, Iraque, Irã, México, Argentina e Senegal, o acervo possui mais de 500 mil fotos, sendo 22 mil digitalizadas e disponíveis online.

Quebrando esteriótipos

As imagens presentes no acervo registram práticas culturais, tradições e mudanças que a comunidade árabe sofreu desde o século 19.

Conforme reportagem publicada pela BBC, em 14 de junho de 2019, dentre as fotografias presentes no acervo, algumas apresentam homens se beijando, o vestidos de mulher, fisiculturistas seminus ou mesmo crianças com rifles.

A fundação:

A Arab Image Foundation tem colecionado, estudando, exibindo, curando, criando e refletindo sobre fotografia nos últimos 20 anos em colaboração com artistas, curadores, pesquisadores, outras instituições e o público em geral.

Estas páginas apresentam as atividades passadas e presentes da Fundação e são uma janela para a evolução da imagem contemporânea e das práticas de coleta.

Dentre elas, a seção “explore” traz recortes de coleções elaboradas a partir de curadorias, e a “Retratos do Cairo”, com fotografias de três influentes fotógrafos armênos, Van Leo (Levon Boyadjian), Armand (Armenak Arzouni) e Alban (Aram Arnavoudian), datando de períodos entre 1940 e 1960, foca em retratos de estúdios simples, de noivas ou famílias.

Acesse o acervo clicando AQUI.

RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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