Mude, mas comece...

07.05.2019

 

Mude 

Mas comece devagar, porque a direção 
é mais importante que a velocidade. 
Mude de caminho, ande por outras ruas, 
observando os lugares por onde você passa. 
Veja o mundo de outras perspectivas. 
Descubra novos horizontes.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade. 
Tente o novo todo dia. 
O novo lado, o novo método, o novo sabor, 
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. 
Busque novos amigos, tente novos amores. 
Faça novas relações. 
Experimente a gostosura da surpresa. 
Troque esse monte de medo por um pouco de vida. 
Ame muito, cada vez mais, e de modos diferentes. 
Troque de bolsa, de carteira, de malas, de atitude.

Mude. 
Dê uma chance ao inesperado. 
Abrace a gostosura da Surpresa.

Sonhe só o sonho certo e realize-o todo dia.

Lembre-se de que a Vida é uma só, 
e decida-se por arrumar um outro emprego, 
uma nova ocupação, um trabalho mais prazeroso, 
mais digno, mais humano. 
Abra seu coração de dentro para fora.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Exagere na criatividade. 
E aproveite para fazer uma viagem longa, 
se possível sem destino. 
Experimente coisas diferentes, troque novamente. 
Mude, de novo. 
Experimente outra vez. 
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores, 
mas não é isso o que importa. 
O mais importante é a mudança, 
o movimento, a energia, o entusiasmo.

Só o que está morto não muda!

(Poema de Edson Marques)

 

Ouça o poema pela declamação de Abujamra!

Antônio Abujamra: Mude, Mas Comece... (18/01/2004)

 

 

Edson Marques é um escritor e poeta brasileiro, formado em Filosofia pela USP e ocupante da Cadeira Número 6, de patrono Graciliano Ramos, na Fundação Nacional dos Escritores. Vencedor do Prêmio Cervantes, em 1993, já se envolveu em um caso judicial ao ter seu poema mais famoso "Mude, mas comece" atribuído à Clarice Lispector em um comercial televisivo. 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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