Pequena Fábula de Franz Kafka

 Franz Kafka é um desses autores que com perspicácia e uma certa ironia demonstra as diversas inconsistências do mundo contemporâneo e como estamos perdidos dentro dele. Durante diálogos com amigos ele  revelou parte da sua visão ao falar que "há esperança suficiente, esperança infinita - mas não para nós". 

 

Kafka foi um funcionário público de Praga com um trabalho extremamente burocrático e com apenas um pequeno círculo social de amigos. Nunca saiu de Praga.

 

Ele não chegou a vivenciar os horrores de regimes totalitários como nazismo ou comunismo durante e pós-segunda guerra mundial, o crescimento das mega corporações e/ou empresa de capitais, a precarização das condições de trabalho, o terrorismo, o monitoramento contínuo do gorverno de nossas atividades, etc. 

 

Mas mesmo assim Kafka nos presenteou com esse minúsculo texto intitalado "Pequena Fábula", que de pequena não tem nada:

 

Pequena Fábula - Franz Kafka

 

"Ah", disse o rato,"o mundo torna-se a cada dia mais estreito. A princípio era tão vasto que me dava medo, eu continuava correndo e me sentia feliz com o fato de que finalmente via à distância, à direita e à esquerda, as paredes, mas essas longas paredes convergem tão depressa uma para a outra, que já estou no último quarto e lá no canto fica a ratoeira para a qual eu corro." ? "Você só precisa mudar de direção", disse o gato e devorou-o.

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

     POSTS recentes:     
Please reload

© 2016 por O Caos Cultural.