Marighella, da lembrança às telas

04.02.2019

 

Escritor, político e guerrilheiro, Carlos Marighella foi um importante nome brasileiro do combate organizado à Ditadura Militar, chegando a ser considerado o “inimigo número 1” do governo.

 

Nascido em uma família pobre da capital baiana, filho de um imigrante italiano e de uma filha de escravos, Marighella frequentou o ensino regular até 1934, quando aos 22 anos largou o curso de Engenharia Cívil da Escola Politécnica de Salvador para ingressar no PCB, partido onde se tornou militante.

 

Mudou-se para o Rio de Janeiro no mesmo ano, ocupando cargos políticos e sendo preso conforme seu combate aos governos totalitários ia se intensificando. A primeira vez que Carlos conheceu a prisão foi em 936, preso e torturado pela polícia miliar de Filinto Muller, na ditadura da Era Vargas, o motivo: subversão.

Tornou-se deputado em 1946, mas perdeu o mandato em virtude de uma proscrição do partido. O período favoreceu uma viagem à China, onde pode conhecer o funcionamento da Revolução Chinesa. Em 1964, já no Brasil, viu o golpe militar ser efetuado em 1964, sendo emboscado, baleado e preso pelo DOPS no mesmo ano. Iniciava-se sua turbulenta relação de combate aos órgãos da Ditadura Militar.

 

Marighella foi expulso do PCB em 1967, formando o grupo armado Ação Libertadora Nacional, participando do sequestro ao embaixador americano Charles Elbrick. Em 4 de novembro de 1969, Carlos Marighella foi emboscado na alameda Casa Branca, em São Paulo, e morto por tiros de agentes do DOPS.

 

Esse ano completamos 50 anos da morte de Marighella, porém sua lembrança se mantém firme em momentos de injustiça e combate a repressão. O ator brasileiro Wagner Moura, em sua primeira direção cinematográfica, revive a história do guerrilheiro baiano. Em entrevista ao Brasil de Fato, o ator conta o processo de criação do filme e comenta a importância do personagem retratado frente ao cenário político hodierno, fazendo com que longa não seja apenas uma escolha criativa, mas uma necessidade.

 

Entrevista com o ator Wagner Moura

 

O filme estreará no 69º Festival de Berlim, e no Brasil em 18 de Abril.

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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