Leitura: Triumphus Cupidinis

14.01.2019

 

Triumphus ( em português, Triunfos) é uma série de poemas escritos por Francesco Petrarca em língua toscana evocando a cerimônia romana de triunfo, onde generais vitoriosos e seus exércitos eram conduzidos em procissão junto aos prisioneiros e espólios que haviam tomado na guerra. Composta ao longo de mais de vinte anos, o poema é escrita em tercetos e dividida em doze capítulos que homenageiam figuras alegóricas: Triunfo do Amor (Triumphus Cupidinis), Triunfo da Castidade (Triumphus Pudicitie), Triunfo da Morte (Triumphus Mortis) e Triunfo da Fama (Triumphus Famae), que vencem um ao outro por sua vez. O último capítulo foi concluído em 12 de fevereiro de 1374, alguns meses antes da morte do autor.

 

Abaixo, leitura de trecho inicial dos Triunfos do Amor:

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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