Jeferson De e o Cinema Negro Nacional

05.01.2019

 

Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, Jeferson De é um cineasta brasileiro e um dos principais nomes do cinema negro nacional da atualidade.

 

Tendo tido contato com o meio cinematográfico desde pequeno, seja em exibições populares de cinema das quas o pai era responsável em sua cidade, ou cruzando com sets de filmagem da série “Jeca Tatu” por entre as ruas de Taubaté, Jeferson resolveu, anos depois, cursar cinema na USP, como bolsista da Fapesp, concedida por uma pesquisa sobre diretores cinematográficos negros, tendo esta originado a publicação do manifesto “Dogma Feijoada”, uma série de principios necessários para que o cinema negro exista.

 

Jeferson De explica os 7 mandamentos do Dogma Feijoada

 

A partir daí, Jeferson trilhou uma trajetória de reconhecimento, sendo premiado por três curtas. “Distraída Pra Morte” (2001), “Carolina” (2003) e “Narciso RAP” (2005). Seu longa de estréia, “Bróder” (2011) foi selecionado no 60º Festival de Berlim e recebeu o prêmio de melhor filme pela Associação Paulista de Críticos de Arte, além de outras 11 indicações no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

 

 Jeferson De recebe prêmio de Melhor Filme no 38º Festival de Cinema de Gramado

 

Jeferson De teve longas e produtivas passagens pela TV, dirigindo séries e programas na MTV, SBT, Globo e TV Cultura. Atualmente, o diretor trabalho no comendo da série “Escola de Gênios”, para a MIXER/GLOOB, e prepara seu mais novo longa, “M-8”, filme que acompanha a história de um estudante de medicina negro e seu dialogo com um dos diversos corpos, também negros, que ocupam o necrotério.

 

Entrevista concedida pelo diretor ao canal de Alinne Prado

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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