O Brasil de Araquém Alcântara

19.11.2018

 

“O Brasil não conhece o Brasil, né? O Brasil sequer conhece seus brasileiros. E o que eu faço? Eu vou lá e mostro pra eles”

 

Nascido em 1951, em Florianópolis, Araquém Alcântara é um dos mais importântes fotografos brasileiros da atualidade. 

 

Apesar do sonho de ser escritor que alimentava ao longo da juventude, foi após uma sessão do filme "A Ilha Nua", de Kaneto Shindô que Araquém vislumbrava a possibilidade de criar narrativas através da imagem.

 

"A história por trás das lentes de Araquém" (NAMU)

 

Com um trabalho denso e continuo, o fotógrafo passou a desbravar a natureza, criando livros e exposições que apresentavam a fauna e a flora do país, além de adentrar fundo a sociedade tupiniquim, mostrando ao mundo a realidade crua das entranhas do Brasil. Esse foi o caso de seu trabalho "Mais Médicos", publicado em 2015  pela editora Terra Brasilis, e que nos conta a história das relações entre os profissionais de saúde cubanos e seus pacientes, moradores de áreas carentes do Brasil.

 

Veja, abaixo uma coletânea de trabalhos de Araquém Alcântara.

 

 Trabalho "Mais Médicos"

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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