Necropolítica: Política da Morte

05.11.2018

 

"Este ensaio pressupõe que a expressão máxima da soberania reside, em grande medida, no poder e na capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer. Por isso, matar ou deixar viver constituem os limites da soberania, seus atributos fundamentais. Exercitar a soberania é exercer controle sobre a mortalidade e definir a vida como a implantação e manifestação de poder"

Nascido em Otélé, em Camarões, Achille Mbembe é um filósofo e teórico político contemporâneo.


Seus principais tópicos de pesquisa abordam a história africana, os estudos coloniais e as políticas e ciências sociais. Mbembe dialoga com o conceito do biopoder de Foucault, porém afirma que este não é mais suficiente para explicar as formas contemporâneas de subjugação. Para tal, cria a ideia de Necropolítica, que vai além de simplesmente "inscrever corpos dentro de aparatos disciplinares", mostrando como o poder da soberania, agora, é encenado através da criação de zonas de morte, onde esta se torna o último exercício de dominação e a forma primária de resistência.

 Achille Mbembe


O artigo original, "Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte", foi publicado na revista Arte e Ensaios, n. 32, de 2016. A publicação pertence à UFRJ, e pode ser lida, na integra, no link abaixo.

 

Link: https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/8993/7169?fbclid=IwAR2SAvwKICkMhUpLKAXp540_2BYPGYGhsEOvVA1NVdmgYcnbUt1Gv6fJt24

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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