• Luiz Pierotti

Steve Cutts e a Insanidade Humana


Eu gosto de fazer animações sobre a vida e a sociedade em geral, então tende a ser uma mensagem na maioria deles. A insanidade geral da humanidade é um pote quase infinito de inspiração!

Crítico, satírico, provocador e polêmico. Estes são alguns dos adjetivos que facilmente podemos atribuir ao ilustrador inglês Steve Cutts. Abordando temas como meio ambiente, sociedade, direito dos animais e meio ambiente, Cutts expõe de forma caricata, se valendo da influencia de cartoons, a insanidade humana, guiada pelo egoísmo, sadismo, falta de empatia e poder destrutivo do homem.

O primeiro vídeo abaixo, intitulado “Homem, de 2012, acompanha a evolução humana em seus aspectos mais crus. Destruição, morte e ganância, sempre motivado pela pura sensação de poder e dominância.

O segundo, clip criado para a música “Are You Lost In The World Like Me?” do artista Moby, flerta com diálogos Baumanianos, expondo um mundo artificial, onde a realidade e o virtual se misturam na tela dos celulares, assim como a importância das relações humanas e da própria vida se esvaem conforme o homem se afasta de sua real completude.

Homem (2012)

Are you lost in the world like me? (2016)

RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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