A Arte e o Erotismo de Milo Manara

03.09.2018

 

Em 1945, nascia na cidade italiana de Luson, Maurilio Manara, mais conhecido como Milo Manara, desenhista conhecido pela vertente erótica de suas obras.

 

Sua estréia como criador de quadrinhos se deu em 1969 com a obra Genius, um conto sensual noir. Pouco depois, após publicar em mídias menores, foicontratado pelo o jornal “Corriere della Sera” para trabalhar com o escritor Mino Milani, o que culminou com a criação da história “HP e Giuseppe Bergman”, em 1983.

 O quadrinista italiano Milo Manara

 

As obras de Manara giram entorno da figura feminina em cenários e enredos eróticos e fantásticos. Dentre seus trabalhos mais aclamados está The Ape, material publicado pela revista Heavy Metal e produzido em colaboração com Hug Pratt. A história, originalmente de Sun Wukong, apresenta o deus macaco da mitologia chinesa, utilizando humor, arte sensual e diversas criticas políticas.

 

 The Ape

 

Os quadrinhos de Milo Manara contém temas relacionados a bondage, sadismo, voyerismo e ao sobrenatural, sempre impregnado de tensão sexual, referenciando diversos aspectos da sociedade italiana. Esclarecido e explícito, Manara consolidou-se como um reconhecido artísta em nível mundial, não apenas na Italia, onde chegou a ser convidado pelo multicampeão do MotoGP Valentino Rossi em 2005, para a criação das ilustrações de seu capacete, mas em tantos outros países, como nos Estados Unidos, por conta das publicações na Heavy Metal, ou mesmo na França, onde Milo é tido como um dos quadrinistas mais importantes do mundo.

 

 Caravaggio por Manara

 

Sua bibliografia é extensa, ultrapassando 70 trabalhos, sendo o último publicado em 2015, uma biografia em quadrinho do artísta Caravaggio.

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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