Edward Hopper: Realismo e Solidão

29.05.2018

Representações misteriosas e realistas da solidão contemporânea refletem sua visão peculiar sobre a vida moderna americana, essa é a base de criação de Edward Hopper, pintor, artista gráfico e ilustrador norte americano.

 

Nascido em Nova Iorque em 1882, Hopper estudou design gráfico, ilustração e pintura, tendo como um de seus professores o artista Robert Henri que encorajava seus estudantes a criarem um “movimento no mundo”. Muitos artístas consagrados saíram de suas turmas, sendo conhecidos como a Escola Ashcan, movimento de pintores positivistas que procuravam representar o cotidiano das metrópoles.

 Edward Hopper

 

Após sua formação, Hopper viajou para a Europa algumas vezes, buscando inspiração nos movimentos que surgiam no antigo continente, mas diferentes de seus contemporâneos que imitavam as o abstrato cubista da época, foi no idealismo realista que Edward se encontrou.

 

Após diversos trabalhos como artísta comercial, Hopper produz, em 1929 a obra “Casa o Lado da Ferrovia”, treabalho esse que marcava sua maturidade artística, uma cena urbana/rural de linhas finas e formas largas, e iluminação solitária, o que marcaria sua obra nas representações da vida norteamericana.

 

Hopper continuou produzindo durante toda sua vida, falecendo em 1967, em seu estúdio próximo ao Washington Square Park. Sua esposa, a pintora Josephine Nivision (que morreu dez dias meses depois) doou o trabalho do marido ao Whitney Museum of American Art.

 Dono de um realismo imaginativo, Hopper retratou de forma subjetiva a solidão urbana e a estagnação do homem, causando aos observadores de seu trabalho certo impacto psicológico. Tais características sofreram forte influencia de Freud e Bergson, que buscavam uma compreensão subjetiva do homem e de seus problemas. Em suas obras há a constancia de paisagens urbanas, porém desertas e melancólicas. Figuras anonimas que jamais se comunicam em pinturas que evocam o silêncio.

 

Veja obras do artísta:

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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