A Arte Crítica de John Holcroft

21.05.2018

 Criado entre Lancashire e Yorkshire, na Inglaterra, John Holcroft cresceu nos anos 80, tendo como grande influência os desenhos animados que assistia. Formou-se em Design Gráfico, mas logo percebeu que seria necessária uma grande mudança em sua vida profissional, pois este era um período de grandes modificações no mercado, e o que antes era aprendido em pincéis e esquadros, rapidamente se tornava resultado de produção digital.

 

John tentou fugir dos computadores, trabalhando de 1996 até 2001 como freelancer, pintando com acrílico sobre canvas. Porém, a mudança se tornava necessária e o artista abraçou a tecnologia, evoluindo seu estilo e o reinventando.

 

Assumindo sua admiração pelos artistas David Cutter, Mark Ryden e Edward Hopper, John Holcroft cria, através do senso de humor e do lúdico, críticas fortes e ácidas sobre a sociedade hodierna, nos transporta, por meio de um processo criativo admirável ao papél de observador das mazélas e transformações que nos atingem no mundo líquido, pela sua tecnologia e resignificação.

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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