Gerda Taro: A Fotógrafa Antifascista

04.04.2018

 

Fotógrafa, jornalista e assumidamente anarquista, Gerda Taro (ou Gerta Phorylle) foi um dos primeiros e principais nomes relacionados à fotografia de guerra, tendo registrado a guerra civil espanhola.

 

Nascida em uma família de judeus poloneses em 1910 na cidade de Estugarda, Alemanha, se aliou a movimentos de contestação e manifestações trabalhistas desde muito cedo, o que culminou com sua fuga para Paris durante a chegada do nazismo ao poder.

 

Na capital francesa conheceu um judeu húngaro chamado Andre Friedman, de quem se tornou noiva. Friedman era fotógrafo e acabou por ensinar Gerda tudo aquilo que sabia sobre a profissão.

 

O tempo passou e a situação financeira do casal se tornava complicada, foi então que ambos decidiram, então, criar um personagem, Robert Capa, suposto renomado fotografo americano recém chegado à Europa. A ideia deu certo e logo o casal passou a ganhar fama com a criação.

 

Retrato da fotógrafa

 

Em 1936, Gerda e Friedman desembarcaram na Espanha para acompanhar a Guerra Civil Espanhola. Diversos trabalhos entre fotos e entrevistas foram feitas nos campos de batalha, e a convivência com os combatentes comunistas e anarquistas teve forte influência sobre os fotógrafos. Friedman tornava-se cada vez mais adepto do Marxismo ou passo que Gerda assumia seu posicionamento Anarquista.

 

Durante a estadia na Espanha, a marca “Capa” que antes era usada indistintamente pelo casal, logo tornou-se unilateral, sendo utilizada apenas por Andre Friedman, que a certo ponto assume o nome do próprio Robert Capa. Gerda Taro, então, inicia um trabalho solo de sucesso, tendo acompanhado a Batalha de Brunete, testemunhando o triunfo republicano e sendo publicada pela revista Regards, em 22 de Julho de 1937, trazendo à jovem grande prestígio na área.

 

 Gerda e soldado republicano no front

 

Porém, apenas 4 dias após a publicação, no dia 26 de julho de 1936, ao voltar ao fronte de batalha, Gerda Taro sofreu um horrível acidente quando, em meio a uma fuga republicana iniciada pela ofensiva aérea inimiga, a jovem de apenas 27 anos foi atropelada por um tanque. Seu corpo foi enterrado em Paris, com honras de heroína republicana, sendo até hoje considerada um símbolo do fotojornalismo revolucionário e mártir da luta antifascista.

 

#art&resistance

 

Abaixo, fotos da fotógrafa:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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