Lorna Simpson: a percepção das mulheres negras

28.02.2018

 

Lorna Simpson é uma fotografa e artista multimídia norte americana que tornou-se conhecida entre os anos 80 e 90 por seus trabalhos intitulados "Guarded Conditions" e "Square Deal", sendo aclamada pela crítica e incluída em diversas exibições nacionais e internacionais.


Mestre em artes pela Universidade de San Diego, seus trabalhos se colocavam em algum lugar entre a fotografia e a arte conceitual, dando origem ao estilo que a artista assinou como "foto-texto", ou seja, texto gráfico inserido em um retrato de estúdio, trazendo novo significado conceitual à obra. Seus temas se relacionam com a percepção das mulheres negras na cultura americana,  expressando o relacionamento da sociedade contemporânea com raça, etnia e sexo. Em muitas de suas obras, os sujeitos são mulheres negras com faces obscuras, causando uma negação do olhar e a interação associada ao intercâmbio visual. Através do uso repetitivo do mesmo retrato combinado com texto gráfico, seus "anti-retratos" têm um senso de classificação científica, abordando as associações culturais de corpos negros.

 

Simpson foi a primeira mulher negra a exibir seu trabalho na Bienal de Veneza, em 1990, alcançando, posteriormente, os principais museus dos Estados Unidos. Explorou várias mídias e técnicas distintas, incluindo fotografias bidimensionais e serigrafias em painéis de feltro, além de explorar a união entre as instalações e a exibição de vídeos.


Vencedora do Whitney Museum of Art Award em 2007, Lorna continua a influenciar o legado dos artistas negros, apoiando artistas e ativistas, como é o caso do Art Hoe Collective, grupo de mulher que se utilizam das redes sociais para abrir a grupos marginalizados um espaço seguro para transmitirem sua arte.

 

Veja abaixo alguns trabalhos da artista norte americana.

 

Site oficial: http://www.lsimpsonstudio.com/

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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