Nickelodeons - O nascer do Cinema

14.01.2018

 

No início do século XX, entre 1901 e 1904, surgiam nos Estados Unidos os Nickelodeons, (do Inglês estadunidense: nickel = moeda de 5¢, Grego: Odeion = teatro coberto), pequenas salas de cinema dotadas de projetor e piano, que acompanhariam as cenas dos curtas de 5 a 20 minutos, em geral, que eram exibidos. 


Até então, tais filmes eram consumidos por um público muito particular, em saloons e clubes noturnos, abrangendo apenas a classe de trabalhadores masculina. Com a chegada dos Nickelideons, o entretenimento se expandiu para as mulheres e crianças.


Diferente da forma como eram expostos os filmes anteriormente, nos kinetoscópios por exemplo, sendo estes instrumentos de projecção interna de filmes inventados por William Kennedy Laurie Dickson, chefe engenheiro da Edison Laboratories de Thomas Edison, em 1891, as projeções dos Nickelodeons dependiam de expositores, homens que rodavam a filmagem para o público. A criatividade destes transformava a experiência dos expectadores em algo único, acrescentando músicas, inserindo diálogos ou adicionando um narrador, fazendo que por vezes o mesmo filme exibído em Manhattan e Chinatown parecessem diveferentes.

 Kinetoscópio


Os nickelodeons exibiam filmes com uma grande variedade de estilos e temas, tais como narrativas curtas, "scenics" (imagens de todo o mundo a partir de comboios), "actualidades" (que precederiam os documentários), apresentações de dispositivos como suporte a canções ilustradas, apresentações de canções locais ou itinerantes, comédias, melodramas, problem plays (baseados em Shakespeare), sequências stop motion, eventos desportivos (por exemplo, o campeonato de pesos pesados Corbett-Fitzsimmons de 1897 ou o combate entre Jeffries-Sharkey, de 1899) e outros espectáculos.


Também é interessante apontar a nova perspectiva de espetáculo. Nas Vaudevilles (casas de espetáculo músical e circense), nos teatros e nos kinetoscópios, o expectador se encontrava em um lugar seguro, externo aos acontecimentos assistidos. Porém, com o advento dos projetores e nickelodeons, por vezes os mundos se misturavam em uma experiência imersiva, como é o caso do filme "The Big Swallow", de 1901, em que o ator em cena "engole" o cinegrafista.


Abaixo, o já citado "The Big Mouth" e o clássico "Voyage dans la Lune"

 

The Big Swallow - James Williamson (1901)

 

Le Voyage dans la lune - Georges Méliès (1902)

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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