O retrato de Irving Penn

24.12.2017

 Nascido em 16 de junho de 1917 em Nova Jersey, Irving Penn foi um fotografo americano que, tendo trabalhado durante anos na revista Vogue, revolucionou a fotografia de moda.

 

Graduado em Design com ênfase em anúncios no Philadelphia Museum School of Art, e logo foi contratado pela revista de moda feminina Harper's Bazaar, porém deixou o trabalho para se mudar para o México, onde viveu durante um ano, seguindo o sonho de ser pintor.

 

 Pablo Picasso

 

Não demorou muito para que percebesse que seu verdadeiro talento era realmente atrás das câmeras, e ao voltar aos Estados Unidos, foi contratado por Alexander Liberman, diretor de arte do grupo Condé Nast, para trabalhar na Vogue, não para clicar, mas para opinar e idealizar fotografias para as capas da revista.

 

Em sua primeira capa assinada, Penn introduziu uma de suas marcas que, até então, não foram notadas como especiais: a introdução de natureza morta na imagem. Foi após retornar à revista após um período de serviço comunitário na Índia e na Itália que sua produção se tornou mais intensa, inserindo o conceito da natureza morta nas fotografias de moda, e clicando seus retratos mais emblemáticos.

 

 Comida Congelada

 

Penn fotografou diversos artístas renomados como Truman Capote e Pablo Picasso, se aventurou por entre as veias da sociedade, fotografando de trabalhadores de Londres aos Hell Angels, em São Francisco. Em 2008 retrato das modelos Gisele Bündchen e Kate Moss, núas, foram colocadas em leilão, tendo a primeira sido vendida por 193 mil dólares.

 

 Gisele Bündchen por Irving Penn

 

Sua carreira durou 60 anos e Irving revolucionou a forma de se fazer retratos e inúmeros outros gêneros de fotografia de uma maneira tão profunda que torna-se difícil opinar como seria o mundo da fotografia sem sua influência.

 

Irving Penn morreu em sua casa, aos 92 anos, em 7 de outubro de 2009.

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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