Krampus, o lado oculto do Natal

20.12.2017

 

A figura de São Nicolau como o icônico Papai Noel que presenteia as crianças boas no final do mês de dezembro é amplamente conhecida e cultivada pela maioria dos países cristãos, porém pouco se sabe sobre o ajudante de Pai Natal, Krampus.

 

Krampus, (krampen, palavra para "garra" do alto alemão antigo) é uma criatura mitológica originária, provavelmente, da região dos Alpes europeus, e se assemelha a um demônio.

 

 Visão folclórica de São Nicolau

 

Acompanhando São Nicolau, que presenteia as crianças boas, Krampus pune as más, indo de puxões de orelhas e palmadas a empurrões de penhascos e afogamentos.

 

Tradicionalmente, rapazes se vestem da entidade e, durante as duas primeiras semanas de dezembro, vagam pelas noites para assustar as crianças. Em áreas rurais, a tradição pode incluir surras em crianças problemáticas.

 

As fantasias modernas são feitas de pele e chifres de ovelha e máscaras de madeira, as Larves, havendo competições anuais de melhor fantasia.

 

 Krampus em Festival alemão

 

O folclore se modifica ao longo dos poucos lugares onde o mito permanece vivo. Em Oberstdorf, no sudoeste da parte alpina da Baviera, é conhecido como der Wilde Mann ("o homem selvagem"), e não possui chifres nem acompanha o São Nicolau, apenas assustando as crianças e adultos do local com suas correntes e sinos enferrujados.

 

Resquícios da tradição de Krampus ainda existem no Brasil, mais precisamente em Santa Catarina, no Vale do Itajaí. Em cidades como Brusque e Guabiruba a criatura é conhecida como 'Pensinique' (deturpação de Pelznickel, nome utilizado ao Sul da Alemanha), vestindo roupas velhas e sacos de juta, tem cabelo de palha e carrega um saco nas costas. Possui instrumentos para assustar as crianças más, ameaçando levar para si, guardadas no saco, àquelas mais complicadas.

 

 Pensiniqie no Vale do Itajaí

 

Utilizada até os anos 50 para punir crianças levadas, tal figura nunca foi muito popular em solo brasileiro, sendo utilizada, ainda hoje, por pequenos grupos como mito educador para crianças mal criadas.

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

     POSTS recentes:     
Please reload

© 2016 por O Caos Cultural.