Spencer Tunick: Construindo a Nudez

18.11.2017

 
Apesar da constante discussão acerca da legitimidade do nú na arte, numa crescente onda de conservadorismo, principalmente em território tupiniquim, o corpo nú está longe de ser uma representação moderna do homem, idealizada pela perversão de artistas hodiernos. Trata-se, na verdade, de uma representação histórica, que permeia as mais diversas formas de construção artística, criando através dos corpos um novo ângulo de visão sobre a figura humana.


Sobre essas estruturas se deu o trabalho de Spencer Tunick, fotógrafo americano nascido em Middletown, Orange County, New Yorke, em 1967, que solidificou seu trabalho de artísta com o trabalho de nú em larga escala.


Tunick viaja o mundo criando desenhos com as formas humanas. Centenas de milhares de indivíduos tiram as roupas frente à lente do fotógrafo, tornando-se unos em uma obra arquitetônica de carne, em que a massa de corpos nús se fundem à paisagem ou as construções que ocupam. Não há erotismo nas trabalhos de Spencer, apenas uma busca estética da fusão do homem, em sua natureza, com o espaço que ocupa.


De acordo com o próprio artista, "os indivíduos em massa, sem a sua roupa, agrupados, metamorfoseiam em uma nova forma. Os corpos se estendem para dentro e sobre a paisagem como uma substância. Essas massas agrupadas que não destacam a sexualidade se tornam abstrações que desafiam ou reconfiguram a visão de nudez e privacidade."


Abaixo, algumas das obras do fotógrafo americano.

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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