Romero, o Pai dos Zumbis

31.10.2017

 

Nascido em 4 de fevereiro de 1940, em Nova Iorque, George Andrew Romero foi um consagrado roteirista e diretor de cinema, sendo considerado, por muitos, o pai dos filmes de zumbi.


Filho de pai cubano e mãe lituana, morou no Bronx ao longo da infância, época em que costumava se deslocar até Manhattan para alugar filmes. O gosto pela sétima arte o levou a se formar na Carnegie Mellon University, na Pensilvânia, em 1960. No início, trabalhou na realização de pequenos curtas e comerciais para a televisão, além de fundar, com alguns amigos, a Image Ten Productions, onde pôde produzir o clássico Night of the Living Dead (1968), dirigido por Romero e co-roteirizado por John A Russo. A obra se tornou um cânone cult que definiria o cinema de horror moderno.

 


10 anos depois, o gênero retornaria na produção de Dawn of the Dead, realizado com apenas 500 mil dólares o filme rendeu 55 milhões, além de vencer o prêmio de filme cult pela Entertainment Weekly, em 2003.


Apesar de ter realizado mais de 16 filmes ao longo de sua vida, os mais famosos foram aqueles relacionados ao gênero que ajudou a criar. Day of the Dead, Land of the Dead, Diary of the Dead e Survival of the Dead deram sequência a criação.

 

 

Apesar da aparência da total estética de terror em seus filmes, muito se fala, por alguns críticos, de nuances sociais em seu trabalho. Night of the Living Dead referenciaria os turbulentos anos 60, Dawn of the Dead exporia uma crítica ao consumismo, Day of the Dead um estudo sobre o conflito ciência x militarismo e Land of the Dead reconstruiria um conflito de classes.


George Romero faleceu no dia 16 de julho de 2017, em Toronto, cidade onde vivia.

 

Abaixo, entrevista sobre a gravação de Dawn of the Dead (1978), e o clipe Scream! da banda Misfits, dirigido por George Romero:

 

 Entrevista com George A Romero

 

 

 Misfits - Scream!

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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