Robert Capa: As Lentes do Tubarão

15.10.2017

 

O maior símbolo da violância, crueldade e ganância humana, a Guerra, foi criada pelo homem e ao seu lado caminhou desde o principio. Fora a responsável por grandes modificações de poder e reconfigurações territoriais, moldando a história e deixando para trás seu rastro de destruição, sofrimento e morte.


Durante muito tempo, enquanto ainda não éramos capazes de registrar com tanta exatidão e velocidade o mundo a nossa volta, esses combates aconteceram de forma silenciosa aos ouvidos daqueles que não se expunham no front ou que não viam o ódio ser vomitado sobre suas casas, quando as zonas de conflito se estendiam em suas próprias cidades. A cegueira coletiva para com as vítimas dessas batalhas tornava a guerra facilmente modificável aos ouvidos do povo, sendo por muitas vezes utilizada como propaganda do governo vigente.


Porém, com o advento da fotografia tudo isso mudou. Homens começaram a se lançar em zonas de guerra, munidos apenas de suas lentes, e o horror desses conflitos começaram a ser conhecidos para todos aqueles fora do front. A verdade sobre a guerra foi exposta.


Dentre tantos célebres fotografos de guerra que se destacaram está  Endre Ernõ Friedmann, popularmente conhecido como Robert Capa.


Nascido em Budapeste, em 22 de outubro de 1913, aproximou-se do meio jornalístico ao cursar a Faculdade de Ciências Políticas, em Berlim.

 

 Em 1931 sua carreira de fotografo se inicia, quando o rapaz consegue fotografar Leon Trótski durante um congresso em Conpenhague. Na mesma época, o aparecimento do nazismo fez com que Endre, judeu, tivesse que fugir da Alemanha, indo para Paris, onde adotou o nome Robert Capa, um misto de acentuação estadunidense, que lhe tiraria as suspeitas judaicas, e de uma brincadeira do tempo de escola, por em húngaro Cápa (tsâpa) significar "tubarão", seu apelido na época.


Em 1934 Capa conhece a também fotografa Gerda Taro, e ambos criam o personagem Robert Capa, repórter misterioso de nacionalidade estadunidense. Ambos partem para o front da Guerra Civil Espanhola, apenas Robert volta de lá.
A partir de então, Robert Capa registra todos os maiores conflitos do início do século XX: A segunda Guerra Sino Japonesa, A Segunda Guerra Mundial, a Guerra Árabe-Israelense e a Primeira Guerra da Indochina.


Nesta última, Capa acaba morrendo vítima de uma mina terrestre. Seu corpo foi encontrado algum tempo depois, com as pernas dilaceradas e a câmera ainda em mãos.

 

Veja algumas fotos do célebre Robert Capa:

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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