Retratos, de Assis Horta

17.09.2017

 

 Em 1943, Assis Horta, em seu estúdio fotográfico em Diamantina, MG, registrou as primeiras fotos 3x4 dos operários que presivavam do retrato para a recém=criada carteira de trabalho, após a consolidação das Leis Trabalhistas (C.L.T.)

 

Após o retrato oficial, muitos trabalhadores retornavam ao estúdio junto de suas famílias, para que estes fossem, também, imortalizados pelas fotografias de Horta, que por vezes sedia roupas elegantes do próprio estúdio para seus "modelos"

 

 O fotografo mineiro Assis Horta


Essa prática aumentou ainda mais o acervo do fotógrafo e o marcou como um dos primeiros profissionais a levar a fotografia para além dos núcleos mais abastados da sociedade.

 

O conjunto de fotos deu origem à exposição "Assis Horta: Retratos"  que passou por cidades como Brasilia, Belo Horizonte, Ouro Preto, Dimantina e Rio de Janeiro, tendo fim no mês de maio de 2017.

 

De acordo com o organizador da amostra, Guilherme Horta: "Até então destinada à sociedade burguesa, a fotografia entrou na vida do trabalhador: realizou sonhos, dignificou, atenuou a saudade, eternizou pessoas comuns, mostrou sua face".

 

Veja, abaixo, alguma das fotos da exposição:

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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