Szomorú Vasárnap, a Canção Húngara do Suicídio

18.05.2017

 

 

"Szomorú Vasárnap" (em português "Domingo Sombrio" e célebre em seu título em inglês "Gloomy Sunday") é uma canção do pianista e autodidata húngaro  Rezsô Seress, em 1933.

 

 


Tal música ganhou notoriedade, na época, por ser relacionada a uma série de suicídios, supostamente as vítimas teriam sido impulsionadas pela letra da canção, em que o eu-lírico, após um provável fim de relacionamento, planeja atentar contra a própria vida.

 

 


Regravada por dezenas de outros artistas, sua versão mais famosa foi Gloomy Sunday, interpretada pela norte americana Billie Holliday e conhecida pela alcunha de "canção húngara do suicídio".

 

Versão original

 

Versão de Billie Holiday

 

 

Acompanhe a letra em português:

 

" Domingo sombrio, com centenas de flores

Eu estava esperando por você querida com uma prece

Uma manhã de domingo, correndo atrás de meus sonhos

Lágrimas de sangue escorriam pelos meus olhos enquanto eu ouvia aquela canção ecoar nos meus ouvidos

Tal como o som da sua voz serena sussurrando uma canção só me fazia sofrer cada vez mais

Minha carruagem de tristeza retornou sem você

É desde então que meus domingos foram para sempre tristes e sozinhos

As lágrimas são minha única bebida, a tristeza é meu pão

Domingo Sombrio

Neste último domingo, minha querida por favor venha até mim

Haverá um padre, um caixão, um sepulcro e uma mortalha pois não estarei mais aqui

Haverá flores para você, flores e um caixão e eu estarei lá dentro a sua espera, meu amor

Sobre as árvores florescentes se dará minha última jornada

Meus olhos estarão abertos para que eu possa lhe ver uma última vez, feche-os

Não tenha medo de meus olhos, eu a estou abençoando mesmo na minha morte

Neste último domingo"

 
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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

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