As Górgonas e o Verdadeiro Eu

08.05.2017

 

De acordo com a mitologia grega, as górgonas eram as três filhas de Fórcis e Ceto, sendo elas a Medusa (Μέδουσα, "a impetuosa"), Esteno (Σθεννώ, "a que oprime") e Euríale (Εὐρυάλη, "a que está ao largo").

 

Apesar de agirem de formas malignas, possuíam uma beleza invejável, que chagava a aproximá-las de Atena. Tal semelhança e discrepância de ações fez com que a deusa da sabedoria lhes retira-se a beleza, atribuindo às irmãs o aspecto de monstros, de longas presas, pela escamosa e cabelos de serpente. Além disso, Atena também as condenou a petrificar tudo aquilo que as encarava.

 

Anos depois tal maldição se voltaria contra a própria Medusa que, em luta contra Perseu, encararia seu próprio reflexo no espelho do guerreiro e se tornaria pedra, assim como suas vítimas.

 

Porém, para além da mitologia, as górgonas são representações de nós mesmos. Encarar a górgona é encarar a si mesmo, sem máscaras ou pudores. È presenciar seu verdadeiro eu, reconhecer cada detalhe de seu íntimo. É petrificar-se com o horror de sua própria essência.

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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