Os Temas Vanitas e a Efemeridaderidade da vida

05.05.2017

 

 

Original do norte da Europa e dos Países Baixos por volta do século XV, as Vanitas, do latim "futilidade" (ou vaidade, como é interpretado hodiernamente), é uma obra do gênero Still-Life (natureza-morta) e se compreende como uma alusão à efemeridade e insignificância da vida.

 

As Vanitas eram diretamente ligadas à arte fúnebre sendo, em sua maioria, trabalhadas como esculturas. com motivos mórbidos e explícitos, ligadas a Ars Moriendi (Arte de Morrer), Danse Macabre (Dança da Morte) e ao Memento Mori (Lembrança do Morrer).

 

Ao longo da Renascença tal fixação pela morte toma ares mais indiretos e se firma nas pinturas, assumindo a significância filosófica da efemeridade da vida e certeza da morte próxima.

 

 

 

Símbolos Vanitas são comumente representados por crânios, lembretes da morte inevitável, frutas apodrecidas, simbolizando a decadência trazida pela velhice, bolhas, fumaça, ampulhetas, relógios, instrumentos musicais, dentre outros.

 

Os temas Vanitas não se limitaram à pintura e escultura, aparecendo também na música, como na obra "Vanitas Vanitatum de Robert Schumann, em um oratório de Giacomo Carissimi, traduzido como "Futilidade das Futilidades"e dentre as criações do compositor  Salvatore Sciarrimo, que também possui obra intitulada "Vanitas".

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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