Totentanz, a Dança Macabra

26.11.2016

 

 

Totentanz é o termo alemão para a alegoria artístico-literária francesa "Danse Macabre" (ou Dança Macabra), e data do final da Idade Média. Com representações na literatura, pintura, escultura, gravura e música, essas Danças Macabras expressam a ideia da universalidade da morte, menosprezando o estatuto do ente em vida, pela união de todos no ato de morrer.

 

Origem:

 

Supõe-se que o início dessa representação artística date do século XIV, possivelmente na França, e que estaria relacionada com peças teatrais que dramatizavam a ideia da Morte. Uma das obras mais importante desse movimento foi um afresco pintado em 1424, no Cemitério dos Santos Inocentes, em Paris, e que trazia consigo versos sobre o tema. Tal representação é tida por muitos estudiosos como o ponto de partida dessa tradição pictórica.

Publicado em 1485 por Guyoyt Marchant, de autor anônimo e qualidade medíocre, o poema A Dança Macabra (La Danse Macabre) foi um sucesso editorial e trazia gravuras inspiradas nos afrescos do Cemitério, que acabou sendo destruído no século XVIII.

Outra hipótese para a origem das Danças Macabras remonta à Alemanha, em 1350, mais precisamente no convento dominicano de Wurzburgo, ou mesmo na Espanha, pois o tema do "Anjo da Morte" já era amplamente conhecida por influência mourisca e hebreia.

Autores como Konrad Witz (1440), Bernet Notke (1463) e Hans Holbein também se destacam pela elaboração de obras que seguem a tradição referida.

 

A proposta:

 

Tendo ganhado força no impacto causado pela Peste Negra (1348), que marcou a fragilidade e efemeridade da vida, assim como a insignificância das glórias e materialidades da "existência terrena", a Dança Macabra foi fruto da tradição do Memento Mori (tradição Latina do "lembrar-se da mortalidade frente à fugacidade da vida", recuperada mais tarde pelo cristianismo medieval), e propunha a reflexão da morte como certeza invariável e uniformizadora de todos os entes.

O tema consiste na personificação da Morte que conduz, em fila, indivíduos de todos os estratos sociais que, em dança, caminham em direção aos seus próprios túmulos. Estão representados, tradicionalmente, a figura de um Imperador, um Rei, um Papa, um Monge, um Jovem e uma Bela Mulher, em formas esqueletais, simbolizando a igualdade que a morte impõe a todos.

 

Confira algumas ilustrações:

 

 

 

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RESSURECTIONE

POR LUIZ PIEROTTI

 

Em meio à festa, à dança. à diversão: o tempo passa.
Em meio ao trabalho, o relatório, o feedback: o tempo passa.

Durante o domingo, durante o sexo, durante a partida de futebol e a risada pós piada, cada segundo passa, escorrendo pelo rastro de tantos outros segundos perdidos, de tantas outras ideias esquecidas, de tantos outros desejos abandonados.

Se uma ideia não realizada é uma ideia inexistente, então também cada palavra não proclamada é um pensamento inexistente. Cada plano abandonado uma rendição prévia. E a cada tópico anteriormente citado, uma inexistência de parte do que nos constitui.

Totentanz é a recordação do tempo constante, é a observação do tudo no agora.

É a busca, mesmo que sempre busca, da observação do caos em sua plenitude.

O Manifesto não busca a individualidade, nem a remediação do singular. 

Pretende a busca da identificação exterior do sujeito de Rimbaud. O continente humano de John Donne. A celebração de Whitman. A razão de Hamlet. O tempo: Chronos e Kairós.

   MANIFESTo TOTENTANZ    

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